Ribeirão Preto: do agronegócios à terceirização de produção de softwares
Ribeirão Preto não é o primeiro nome que vem à cabeça de ninguém que pensa em inovação no Brasil. A cidade do interior do Estado de São Paulo, localizada a cerca de 400 quilômetros da capital, é geralmente associada à agropecuária e todos os segmentos que se ligam a ela. No interior paulista, poucas regiões ficaram tão a partir deste segmento como Ribeirão. Só que a região tem reunido uma série de quesitos que podem torná-la um dos principais polos tecnológicos do país.
Entre estes segmentos citados, o de biotecnologia é o que faz mais sentido. A região
O dinheiro do agronegócio trouxe desenvolvimento para a região, e impulsionou a demanda por serviços na área de TI, especialmente para a terceirização de produtos de software. Nesse contexto, foi criado em 2004 o Piso, ou o Polo Industrial de Software.
A ideia era boa, e a intenção era atrair o máximo de atenção possível do mundo de TI para essa região que geralmente era vinculada apenas ao mundo do agronegócio. Uma das principais ideias era mobilizar a região para a importância do MPS.BR, a Melhoria de Processos do Software Brasileiro, que nasceu para medir a avaliação de qualidade das empresas de Tecnologia da Informação.
O primeiro obstáculo para as quarenta companhias do polo era justamente a manutenção e a atração de jovens profissionais da área de tecnologia. Por isso, criou-se uma parceria com dois centros de atração e retenção de mão-de-obra jovem, o Ciee (Centro de Integração Empresa Escola), que recruta estudantes para direcioná-los ao mercado de trabalho, e com o Senac, que forma profissionais em diferentes áreas técnicas. Outros aliados importantes foram o Sebrae, entidade voltada para pequenas empresas, e a Softex-Campinas, voltada a produção e exportação de software naquela região. Além disso, foram feitas associações com faculdades da região e uma empresa estrangeira de grande porte também se associou ao projeto.
A ideia deu certo, e os resultados começaram a florescer. Hoje, o foco do Piso é na produção de softwares de análises de dados, de BI (Business Intelligence), CRM (Customer Relationship Management), e de vendas automatiazadas. São cerca de 1,8 mil funcionários empregados pelas empresas associadas, que juntas somaram receita de US$ 220 milhões em 2011. E o mais interessante: mais da metade desse valor veio de empresas localizadas fora da região de Ribeirão.
Agora, entidades públicas e privadas se aliam para fortalecer a marca de Ribeirão entre os grandes polos tecnológicos do país.
Deve ser inaugurado em julho de 2013 oficialmente o Parque Tecnológico de Ribeirão Preto, fruto de aliança entre a Fipase (Fundação Instituto Polo Avançado da Saúde), da Secretaria de Desenvolvimento do Estado de São Paulo e da Universidade de São Paulo, que tem um campus na cidade. No total, os investimentos somam cercad e R$ 13 milhões, que pretendem gerar retornos muito maiores para a região. Sem dúvida, foi-se o tempo em que a região remetia unicamente a boi, cana-de-açúcar e agronegócios.






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